A atividade física na depressão
A depressão é uma doença comum que interfere na qualidade de vida diária, na capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida. Esta tem na sua origem uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.

É por este motivo que quando se sofre de depressão a sensação prevalente é de que se está num corpo que luta para sobreviver, com um pensamento pesado. As sensações que vão prevalecendo são o vazio, a vergonha, a culpa, a incapacidade e a tristeza.
Ellis defendeu que a forma como os eventos significativos na nossa vida (como perda de emprego ou de uma pessoa significativa) filtram os nossos sistemas de crenças, a maneira como definimos, interpretamos e julgamos as situações que experienciamos e o impacto que essa elaboração tem no que sentimos e orienta o que fazemos, está na origem da depressão.
É por este facto que um dos pontos fundamentais na depressão se prende com a reestruturação dos pensamentos.
Posto
isto, quando falamos em ultrapassar a depressão é importante ter em conta:
■ Redução dos pensamentos negativos que se relacionam com preocupações, sensações físicas desagradáveis e ações autodestrutivas.
■ Aumento do pensamento racional e funcional que se vincula a ações positivas.
■ Promoção de atividades de autodesenvolvimento, como a construção de recursos pessoais, promoção de relacionamentos positivos e busca de prazeres e interesses.
O pensamento depressivo é desagradável, desmoralizante e mina a motivação. Quando, na depressão, aprendemos a alterar o pensamento negativo, estamos a estimular uma sensação de alívio emocional. Tudo o que acontece de menos bom, fará sempre parte da nossa história, o que se torna fundamental é aprender a criar soluções e resultados diferentes e positivos.
Quando alguém se sente deprimido, é provável que sinta apatia para agir, dificuldades de concentração, fadiga e desmotivação, o que geralmente alimenta essa recusa para ação, daí o aumento da procrastinação.
Contudo, o aumento da atividade física ajuda a melhorar os sintomas depressivos. Os estudos indicam que as pessoas deprimidas que se esforçam na alteração do comportamento melhoram três vezes mais do que aquelas que não agem. Mostram, ainda, que quando se pratica certos comportamentos, ocorrem alterações bioquímicas no nosso cérebro, aumentando os que estão associados a uma sensação de bem-estar, incluindo serotonina (calma e contentamento), oxitocina (amor e conexão com os outros), dopamina (prazer) e endorfinas (relaxamento e sentimentos positivos).
Comece por fazer um esforço e crie momentos de ação no seu dia. Se não consegue dar este passo sozinho estou aqui para ajudar!
Até breve,
Cláudia de Almeida